domingo, 10 de agosto de 2008

Que Mario?

Nunca escrevi uma crítica de filme. Nem pretendo tão cedo. O que se segue é uma exteriorização de pensamentos recheada de elogios, sugestões e saudades de tempos bons.

Essa semana me propus a uma inusitada atividade de distração: assistir ao clássico Super Mario Bros – O Filme. Na verdade, até então eu nem sabia que ele existia. Encontrei na internet e resolvi dar uma olhada.

O Mario sempre foi um cara que eu admirei. Até hoje me pego – com relativa freqüência – cantarolando a musiquinha da primeira fase do Super Mario World, o melhor jogo de todos os tempos (tirando os de futebol). Eu sou fã de heróis “normais”. Sempre gostei do Batman porque ele não tem superpoderes, mas o Mario não tem nada mesmo, ele é um encanador! Tá, uma pena aqui, uma flor ali e um cogumelo lá quebram o galho, mas ainda assim é tudo na raça.

Lembro de quando ganhei meu Super Nintendo e, enquanto todo mundo tinha o fantástico Super Mario World, eu tinha um jogo horroroso de futebol, muito do sem graça. Passaram-se meses (talvez anos) até que eu tivesse o meu próprio Super Mario World e pudesse montar no meu próprio Yoshi, matar as minhas próprias tartarugas e salvar minha própria princesa.

Tudo isso veio à tona enquanto eu assistia ao filme. E de tudo que de alguma forma me incomodou, o principal foi ver o Luigi sem bigodes. Luigi sem bigodes é pior que Homem-Aranha sem teia, Batman sem máscara, Superhomem sem cueca vermelha ou Buchecha sem Claudinho. Além de ele ser um molecote, não sabe consertar os vazamentos dos canos e fica chamando o Mario para resolver o problema. Muito inútil.

O Koopa é um ser humano. Eu entendo que àquela época – no longínquo 1993 – não deveria ser tão fácil “filmar” um dinossaurão falando, mas acho que não colou muito. O Yoshi, coitado, é um filhote de tiranossauro Rex, muito feio e nem é verde. O Mario e o Luigi não usam macacões nem boinas e a princesa não tem a beleza e o charme que a do videogame tinha. O Mario é careca! Me lembrou mais o Senhor Wilson, amigo do Denis, o Pimentinha, do que meu herói da infância, símbolo do poderio da Nintendo.

Fiz uma rápida pesquisa na internet e, pelo que eu encontrei, ninguém gostou do filme. Ninguém mesmo. Só críticas, não muito brandas. Mas valeu a idéia. Clássicos são sempre clássicos. Voltei no tempo por alguns instantes.

Sinopse transcrita da caixa do VHS: A descoberta de um universo paralelo vai colocar você dentro de uma incrível aventura! Conheça Mario e Luigi, dois encanadores muito loucos que enfrentam uma corajosa missão, salvar a princesa Daisy em “Dinohatan” – um curioso mundo perdido onde os habitantes descendem de dinossauros. Mas para salvá-la, Mario e Luigi terá que enfrentar o diabólico Koopa, descendente do tiranossauro Rex, que já dominou o planeta de Daisy e tem terríveis planos para conquistar a Terra. Inspirado no superpopular videogame Super Mario Bros., com fantásticos efeitos especiais que agora você vai assistir quantas vezes quiser.

Diálogo do filme:
- “Nome?”
- “Mario.”
- “Sobrenome.”
- “Mario.”
- “E você, como se chama?”
- “Luigi.”
- “Luigi Luigi?”
- “Não. Luigi Mario.”
- “Está bem, está bem. Quantos Marios tem aqui?”
- “Bom, tem três: Mario Mario e Luigi Mario.”

Isso que eu falei.

2 comentários:

Ariana disse...

capaz que eu tô virando sua fã :)

mario careca e luigi sem bigode não rola.



viva o super mario world, mario's kart, ilha dos yoshis e todos os derivado!

e viva o super nintendo!
:D

thiagoferreiracoelho disse...

Ei, faltou uma foto do Edvaldo Permanhane nesse post!