segunda-feira, 13 de abril de 2009

O sonho


Acordei meio estranho. Não sabia em que acreditar. Um sonho, marcante, mas parecia tão real.

No mundo mágico da minha mente, nós nos reencontramos. Voltamos a Mangaratiba — eu, Cano, Ferro, Maicou, Afonso, Luiza e Camila e ainda éramos agraciados com as presenças do Lilli, Blau-Blau, Monique e Lívia. Não!, não pode ser verdade...

No meu sonho, quase todos nós nos encontramos na rodoviária do Rio de Janeiro depois de mais de um ano. Foi fantástico. Nos abraçamos, sentindo de novo o calor do abraço fraterno. Emocionante. De lá, sem escalas, viagem de van até Mangaratiba. A casa de praia dos Morgado estava lá, exatamente como a deixamos há três anos. Afonso, Cida e Tainá nos esperavam.

De repente o mundo foi tomado por álcool. Itaipava, Brahma, cachaça com gengibre. Cachaça com própolis, com Listerine. Foi assim por vários dias e várias noites. Fernandôncio chegou, de pick up, acompanhado da noiva Thaís Tibiriçá. Como sempre, muita festa nessa hora.

No mar, nadamos de noite. Nadamos pelados. Nadamos até o iate. Jogamos futebol. Cantamos em coral. Cantamos sucessos, todos eles. Botamos os assuntos mais ou menos em dia. Botamos o pregador. E, no meu sonho, registramos tudo.

Tinha um cara igual Paulo Ricardo. Tinha outro igual Sidney Magal. Teve cara que ralou as costas e a coxa na areia e pegou mulher na rua. Teve touro mecânico e duplo twist carpado na areia. Só pode ter sido sonho, não é possível...

Tinha cara com short da namorada. Tinha cara cantando no violão e contando o que não deveria. Tinha brincadeira musicada, sem-graça de tudo. Tinha até um adolescente entre a gente!

A cerveja acabava. E aparecia mais um monte. E aparecia churrasco, peixe, strogonoff, siri, caranguejo. Os pais da Camila já nem estavam mais lá, mas davam tudo pra gente. Quem fosse dormir era gay.

Nessa minha empreitada imaginária, a gente filmava e fotografava tudo, para depois fazer um documentário sobre o encontro. Dava até medo do que pudesse sair disso. O pessoal fazia vergonha.

Pra finalizar, tinha hora em que todo mundo se abraçava forte de saudade. Mas parecia mesmo que a gente tinha se visto na noite anterior, tamanha a intimidade. Tinha hora que uma lágrima escapava ao som de uma música nossa.

Aí eu acordei. Confuso, como que de ressaca, no Espírito Santo. Não entendi nada.

Sorte que eu estou testando uma máquina que registra sonhos.

5 comentários:

Cano disse...

Rapaz, tô arrepiado faz 45 segundos.

E olha que presumo que ainda vem mais coisa...

thiagoferreiracoelho disse...

Mangaratiba?

No seu sonho, o Sylvester Stallone também estava fazendo um filme lá? hehe

Cara, tomei um susto hoje.. Vejo uma foto na Detalhes, de relance, e penso: "Acho que vi um cara parecido com o Maicou". Quando olho com mais calma, vejo caras parecidos contigo, Moicano, Blau-Blau, Lilli, Afonso, Capô, etc... Me convenci que só parecia mesmo, porque na legenda tinha uns nomes estranhos: Matheus, André, Willian, Fernando, Renan. Quem são esses caras?

João disse...

Caramba, isso foi bonito, cara, mesmo. Dá saudades dos velhos tempos com a turma, dos irmãos de república...Fazem falta esses momentos...

Monique disse...

lindo demais a descrição do sonho...
o melhor é saber que foi tudo verdade, uliba...

já tô no aguardo do próximo encontrão! bora pr'onde?!!

te adoro!! beijão!


ps: eu fui dormir pq tava morrendo com rinite diagnosticada por thais tibiriçá.
ps2: depois eu ainda fiquei "cega" na rodoviária e luiza me guiou até colocar a lente de novo. =)

Lilli disse...

Cara!

Texto sensacional!
Já pensou em escrever um livro? Pode ser até sobre o Corinthians... ehehe

Abração!